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Entrevista em fevereiro de 2002
Entrevista
concedida por correio eletrônico a uma aluna de Pedagogia
da Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS de em
fevereiro de 2000
1) Qual a sua formação
acadêmica?
Sou Licenciado em Química (UFRGS) e Mestre em Educação
(UFRGS) Doutor em Ciências Humanas: Educação
(UFRGS) - Sou Professor Titular (aposentado) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul já fui professor de
Ciências no ensino fundamental e de Química
no ensino médio. Já fui professor da Faculdade
Portoalegrense de Filosofia e Letras, da Pontifícia
Universidade Católica e Universidade Luterana do
Brasil. Já fui professor visitante em dezenas de
Instituições de Ensino Superior na maioria
dos estados brasileiros.
2) Há quanto tempo é
professor?
Quando neste janeiro/fevereiro de 2000 dei aulas em um curso
de formação de professoras e professores na
UFSM celebrava a inauguração de 40º ano
docente. Em março de 2001 vou fazer 40 anos de professor.
A cada ano parece ser o primeiro, pois entro em sala de
aula com a mesma vontade de acertar e também com
as mesmas apreensões. Já estou amigos convidando
para no dia 13 de março de 2011 celebrarmos juntos
meus 50 anos de magistério.
3) Quais das atividades como professor
que mais o gratifica?
Entre todas as minhas atividades é o estar em sala
de aula que mais me gratifica. mesmo quando na UFRGS por
ser diretor do Instituto de Química ou coordenador
do Curso de Química, estava regimentalmente dispensado
de dar aula sempre tive pelo menos uma turma. Não
houve em minha história nenhum semestre que não
tivesse pelo menos uma turma. Recordo que há mais
de 20 anos ouvi de meu filho Bernardo, hoje com 31 anos:
“Pai, nos dias que tu tens aulas a gente te sente
diferente!” Esta é uma síntese: gosto
muito de dar aulas.
4) Quais são, hoje, as
principais atividades profissionais?
Sou Professor no Centro de Ciências Humanas da Universidade
do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) lecionando História
da Ciência e Metodologia de Ensino de Ciências.
Coordeno o Programa de Pós-Graduação
em Educação, onde trabalho com formação
de professores e professoras e busco na História
da Ciência possibilidades para um ensino mais interdisciplinar.
Leciono também no Programa de Pós-Graduação
em Geologia. Tenho atividades na formação
de professores e professoras para os acampamentos e assentamentos
do Movimento de Trabalhadores Sem Terra. Sou Diretor da
Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química.
Sou co-editor das revistas Química Nova na Escola
e Episteme.
5) Fale sobre os livros que o
senhor escreveu.
Escrever é uma das atividades para mim mais prazerosa
e gosto de divulgar minhas idéias. Entre os meus
livros aqueles que para mim são mais importantes
são: A Educação no Ensino de Química.
(Editora Unijuí, 1990) .Catalisando transformações
na Educação (EdUNIJUI, 1993; 3.ed 1995), A
Ciência através dos tempos (Moderna, 1994;
8.ed 1999) e Para que(m) é útil o ensino?
(EdULBRA; 1995). Organizei junto com Renato José
de Oliveira o livro Ciência, ética e cultura
na educação. (EdUNISINOS, 1998) e com Heraldo
Campos Ciência da Terra e meio ambiente : diálogo
para (inter)ações no Planeta Na nota que está
ao final, fiz uma reunião dos meus textos que acho
que são mais importantes.
6) Como vê a profissão de professor no futuro?
Tenho um texto que está muito divulgado e que está
na internet que resume meus posicionamentos. Como considero
este texto importante te remeto a ele. Anexo-o para que
o conheças.
7) O que está escrevendo
atualmente?
Recentemente, novembro/dezembro de 1999 passei por uma experiência
muito forte de ter câncer. Vi quanto eu poderia ajudar
mais gente se relatasse esta experiência. Estou escrevendo
um livro "Uma rapsódia prostática"
está sendo algo muito bom para meus fazeres. Já
superou a 110 páginas e penso deverá ajudar
a muitos homens e conviver e superar um câncer de
próstata. Um capítulo do meu livro é
sobre a Interneterapia que foi muito importante para mim.
Tenho um outro livro pronto, mas ainda não editado
cujo título é "Alfabetização
científica : questões e desafios para a Educação".
Considero-o como uma continuação de minhas
tentativas de migrar das utopias para realidades no fazer
Educação. Se no meu livro Para que(m) é
útil o ensino? fiz uma síntese dos meus primeiros
livros, neste novo texto, continuo minhas reflexões,
mas já mais marcadamente iluminado pelo meu A ciência
através dos tempos. Já que a História
da Ciência está muito presente em cada um dos
seus 18 capítulos. Nos últimos anos tenho,
com muita freqüência, recebido convites para
fazer palestras e participar de mesas-redondas. Usualmente,
levo textos escritos para esses eventos. Mesmo que confie
no improviso ou apenas no socorrer-me de um roteiro de palavras-chaves,
levar algo escrito tem duas razões: primeiro, considero
uma homenagem aos que me ouvem, vendo que me preocupei em
preparar um texto (e aqui uma confissão: mesmo que
isso, às vezes, se resuma ao contextualizar uma abertura);
a outra é poder deixar um texto pronto para aqueles
que, tendo gostado do que falei, não conseguiram
captar integralmente a minha fala. É evidente que,
na maioria das oportunidades, não se pode ser original,
e a maravilha que nos oferece o computador de fazer colagens
fáceis, nos faz reutilizar muitos textos diversas
vezes. No sessentinha, como chamei este "Alfabetização
científica : questões e desafios para a Educação"
em homenagem ao me tornar sexagenário na sua preparação,
resolvi reunir algumas dessas falas. Assim neste livro faço
uma análise mais crítica do ensino de Ciências
e apresento algumas alternativas para uma mais eficiente
alfabetização científica.
8) Quais são os seus hobby?
Gosto muito de escrever. Curto muito estar com minha mulher,
adoro ler e sou aficcionado por correio eletrônico.
Nas férias usualmente viajo, não gosto de
praias. Como profissionalmente tive oportunidade de conhecer
o Brasil, em férias tenho aproveitado para conhecer
diferentes partes do mundo. Já tive o privilégio
de ter estado em muitos países, selecionando geralmente
aqueles que me possam fornecer mais conhecimentos para meus
estudos de História da Ciência. Curto muito
ficar em casa: no inverno passar horas numa lareira e no
verão aproveitar o sol.
CHASSOT, Attico. A
Educação no Ensino de Química. Ijuí
: Editora Unijuí, 1990.
_______. (Re)construíndo o conhecimento químico
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n.2, jul-dez 1991.
_______. Catalisando transformações na educação.
Ijuí : Editora Unijuí, (1995, 3.ed) 1993a
_______. A enciclopédia, Ciências & Letras.
13, p.77-88, 1993b.
_______. A ciência através dos tempos. São
Paulo : Moderna. (8.ed.1999), 1994.
_______. Para que(m) é útil o nosso ensino
de Química? Porto Alegre : Programa de Pós-Graduação
em Educação, UFRGS, 316 p.(tese de doutorado;
orientador : Prof. Dr Lætus Mario Veit). 1994.
_______. Para que(m) é útil o ensino? Canoas
: Editora da Ulbra, 1995a.
_______. Alquimiando a Química. Química Nova
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_______. Cubeiros – uma profissão que (felizmente)
não existe mais p. 115-125, In D’ÂNGELO,
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_______. De mãos dadas com a história. Presença
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_______. Raios X e radioatividade. Química Nova na
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_______. Interrogações da Ciência neste
ocaso bimilenar. Conferência de abertura do VIII Encontro
Nacional de Ensino de Química. Anais. Campo Grande
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brasileira : sobre seu início discutível apenas
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_______. A Ciência há um século e agora.
Scientia v.7, n.1. 27-44 1996c.
_______. O MST e a Educação Folha de S. Paulo
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da ciência. Episteme. V.2.n.3 p.145-152, 1997a.
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_______. Nomes que fizeram a Química (e quase nunca
lembrados) Química Nova na Escola. ano 3. n.5 p.21-23,
1997c
_______. Profissão : Professor(a). Palavra como/vida.
Ano 6, n.49. p 3-4, maio de 1997d.
_______. Plugados & desplugados : uns e outros excluídos.
Palavra como/vida, ano 6, n.51. p 3-5, novembro de 1997e
_______. Linguagem química : instrumento de poder
na sala de aula. p. 289-298, In Anais do Encontro sobre
teoria e pesquisa em ensino de Ciências ? Linguagem,
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_______. Linguagem química e poder na sala de aula
In CD da 20ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira
de Química - Poços de Caldas, 24-27 mai. 1997g.
_______. Como está a globalização na
sua sala de aula? NH na Escola. Ano X. n.6. p.2-3, 07 JUN1998a
_______. Presenteísmo : uma conspiração
contra o passado que ameaça o futuro. Espaço
da Escola, ano 4, n.28. p.13-19, abr/jun1998b
_______. Inserindo a História da Ciência no
fazer Educação. In CHASSOT, Attico & OLIVEIRA,
Renato José. (Orgs.) Ciência, ética
e cultura na educação. São Leopoldo
: Editora Unisinos, 1998c.
_______. Leitura a mais civilizadas das paixões.
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_______. Fazendo uma oposição ao presenteísmo
com o ensino da Filosofia da Ciência e da História
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_______. Fazendo Educação com uma (re)leitura
da Alquimia IV Jornada de Estudos do Antigo Oriente Porto
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_______. Buscando um eixo histórico para o ensino
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Attico (Orgs.) Ciência da Terra e meio ambiente :
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Leopoldenses : Educação, p.127-140 vol.3,
nº4, 1999
_______. Uma (re)leitura da História da Ciência
na América Latina : outro marco zero p. 131-147,
In LAZZAROTTO,Valentin Angelo Teoria e História da
Ciência : intercâmbio latino americano Caxias
do Sul, Editora da UCS, 1999.
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