Entrevista a alunas e alunos de Maringá em 1998


Entrevista concedida por correio eletrônico a um grupo de alunos de Química da Universidade de Maringá em setembro de 1998.

1)Qual o seu time do coração?

Torço pelo Grêmio de Porto Alegre. Sou um torcedor que me envolvo mais com estatísticas do que com o jogo. Na última copa do mundo, e em várias anterior e torci sempre contra o Brasil e divulguei pela internet as razões disso.

2)Possui algum animal de estimação?

Não tenho nenhum animal de estimação. Não admito animais em cativeiros. Detesto gatos e vibro com os pardais que vem buscar migalhas de pão que coloco todos os dias na minha floreira.

3) O que faz nas horas vagas?

Gosto muito de escrever. Curto muito estar com minha mulher, adoro ler e sou aficcionado por correio eletrônico. Nas férias sempre viajo, não gosto de praias.

4) Há quanto tempo é casado?


Fui casado 20 anos com a mãe de meus filhos. Há 136 meses tenho uma admirável companheira. Não moramos juntos. Ela é, por exemplo a maior destinatária de meus correios eletrônicos, mesmo quando está em Porto Alegre. Como é uma profissional que viaja muito (atualmente está dando conferências sobre etnomatemática em Nothinghan, na Inglaterra) curto muito enviar mensagens para ela.

5) E quantos filhos tem?

Tenho dois filhos: Bernardo, nascido em 1968, que dirige uma empresa de informática em São Paulo e André, 1970, que é um fotógrafo premiado e trabalha com fotografias em Porto Alegre. Duas filhas: Ana Lúcia, 1977, que termina Odontologia este ano e Clarissa, 1980, recém retornada de um ano de Nova Zelândia e trabalha com fotografia.

6)Como foi integrar família e trabalho?

Muito natural.

7) Ao se inscrever no vestibular para química, já possuía idéia formada sobre o curso de química?

Não, mas acho que queria ser mesmo professor.

8)Teve alguma frustração que o marcou, num dado momento de sua carreira?

Acredito que sempre tenha tido muito sucesso. Nos meus 38 ano de magistério vivi todos os estágios da carreira. Recentemente (1994) tive uma experiência que considero sem sucesso. Fora escolhido diretor de uma escola e não completei ½ ano no cargo. Sobre isso escrevi: Mais uma tentativa (não muito bem sucedida) para migrar de utopias para realidade. Cadernos UNIJUÍ. Série Educação 03. Ijuí: UNIJUÍ, 1995, 24 p.

9) Em sua carreira conquistou muitos objetivos, mas o que deseja conquistar que ainda não tenha conseguido?

Que a Educação consiga fazer as sonhadas transformações sociais tão necessárias no Brasil e no mundo.

10) Em que acredita em termos religiosos?

Acredito que cada homem e cada mulher tenha que contribuir para diminuir as desigualdades pois somos todos igualmente responsáveis e partícipes do Planeta.


 

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