Uma resenha da festa do 100tenário do pai em 2006

Memórias de um 100tenário de uma pessoa extraordinária

Affonso Oscar Chassot
1906 // 11 JUNHO //2006
Como abertura Esse é um texto que entre os romanos levaria a sigla APRM – Ad Perpetuam Rei Memória –. Ou ‘Para a perpétua memória das coisas’. Ele quer fazer um relato dos três dias que marcaram as comemorações do 100tenário de Afonso Oscar Chassot, já anunciado em outro documento, também presente neste DVD. A autoria deste relato é coletiva, pois ele circulou entre os participantes para que se fizesse acréscimos, supressões, emendas, retificações e ratificações.

O tríduo festivo de 7, 8 e 9 de julho de 2006 já era acalentado há pelo menos um ano. Os estímulos foram feitos através de correio eletrônico, na lista dos familiares dos sete filhos, descendentes de AOC e por um blog criado pelo Fábio. A data escolhida fora o fim de semana mais próximo a 11 de julho – data do natalício do homenageado. Coincidiu que esses dias de julho eram também de recordação dos 19 anos do falecimento (dia 8) e sepultamento (dia 9) de AOC. Isso está particularmente evocado no texto “Naquele tempo existia um homem. Ele existiu e existe, pois narramos sua história.” que está em www.leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=9854. Esse texto está no orkut na comunidade da família chassot e também na comunidade attico chassot. Excertos deste texto foram publicados pelos jornais NH de Novo Hamburgo, em 8 de julho e Ibiá de Montenegro, em 11 de julho. Em anexo há algumas repercussões destas publicações.

Nos dias que antecederam ao evento, entre as muitas preocupações, havia uma que comandou nossas expectativas. Todos nos tornamos crentes das previsões meteorológicas. Como elas eram desencontradas, escolhíamos aquelas que nos interessavam. E fizemos as melhores escolhas. Os três dias foram maravilhosos também quanto ao tempo: houve primavera em julho no Lami. Nunca no Rio Grande antes houvera um inverno tão atípico. Cedo isso mudou. A sexta-feira, o sábado e o domingo, que sucedeu a nossa festa, foram com chuvas – muito necessárias – e mais frio, como deve ser o inverno. O sol que marcou o nosso encontro, então, foi substituído por dias nublados.

As presenças na festa foi assim descrita na mensagem domingueira de 9 de julho, terceiro dia do tríduo: Eu ainda estou trajando a camiseta que tanta alegria nos trouxe. Não consigo fazer destaques da festa, mas todos temos agradecimentos aos que prestigiaram nosso amorável estar juntos. Assim todos vibramos com as presenças da Tile e Otelo; do Cássio, da Ângela e do João Artur; do Daniel e da Pollyana; do Fabio e da Poliana; da Bárbara e do insuperável Pedro, o número 10 dos curitibanos. Os anfitriões Paulo, Lyzane, Emerson, Christian, Rosane e também a nossa virtual Guga. A caravana de Holambra liderada pelo Emar com suas três mulheres Tize, Lívia e Júlia. A corajosa Clarinha, e é claro ao Bernardo, Carla e Maria Antônia; André e Tatiana; Ana Lúcia, Eduardo e Guilherme; Clarissa, Carlos e Maria Clara que com a Gelsa e comigo formam o meu queridíssimo clã meu. {AIC}


A noite de sexta-feira:
Quando aqueles que compunham os viajores da van numero 2, chegamos ao memorável cenário da festa, tivemos uma surpresa. A festa se anunciava como a de um clube do Bolinha. Só havia homens. As mulheres foram todas raptadas pela Globo, que encerrava Belíssima e lá estavam capturada todas as nossas belíssimas. Vencido o longo último capítulo, começou uma linda confraternização. Na primeira noite lamentamos a as ausências do André e da Tatiana, por motivo de trabalho. Clarinha, por motivos de saúde na família também se fez uma falta muito sentida.

Lamentamos muito a ausência da Patrícia, que tinha presença assegurada até a semana do evento como a muito querida representante do clã do José Maria, mas que por razões que entendemos, não pode vir. Muito sentida foi a não representação de nenhuma das três filhas e do filho do Sirne. Nesses dias o José Maria e o Sirne estiveram muito em nossas emoções, junto com o homenageado e a vó Maria, mesmo que nenhum dos seus desdentes pudesse prestigiar a nossa comemoração. Agendem-se, pois dentro de três anos, queremos ter vocês no centenário da vó Maria.

A abertura formal da primeira noite teve uma liturgia proposta com muita oportunidade pelo Daniel, que fez um muito competente chamamento à fraternidade como uma exigência desses tempos de tanto individualismo que vivemos. No telão víamos imagens que nos convidavam a pensar nas palavras do Daniel. Uma surpresa, particularmente para o Paulo e Lyzane, foi a projeção de vídeo, onde a Guga, desde o Havaí, se faz virtualmente presente nas comemorações. Havia ainda baner e faixa que nos lembravam muito o homenageado do tríduo, acompanhado sempre da esposa que lhe foi companheira por quase meio século. E nessas recordações de saudade também o Sirne e José Maria afloravam forte, pois eles eram sempre sorridentes nas fotos.

A noite teve a marca de reencontros e inclusive de conhecimentos. Assim a Maria Clara não era conhecida pelos de Holambra e de Curitiba. Sou suspeito, mas eles a acharam merecedora do título da novela que se encerrava. Também o Guilherme só havia sido visto por uma das tribos antes mencionadas, quando tinha três semanas. Agora o viam nos seus 15 meses brincando, de uma maneira muito querida, com o Pedro Afonso e com a Júlia. Era também o primeiro contato da Ângela, ao vivo, mostrando-nos a promessa que se faz para o natal do João Artur.

A noite foi regada por bons vinhos trazido pelo Otelo e muitos outros quitutes selecionados pela Lyzane. Havia muita alegria entre todos e a festa não se esgotava, pois mesmo que o sábado já se avizinhava, sabíamos que era preciso descansar, para logo mais voltar ao Lami. Mesmo que alguns mais festeiros quisessem esticar a noite
.

O sábado:
O segundo dia começou radioso. Não parecia inverno. Já pela 9h as duas vans começavam a coleta de romeiros rumo ao Lami. Havia alterações nas presenças. Tínhamos agora a Clarinha, o André e a Tatiana, mas não tínhamos a conosco da Carla, que precisava cumprir uma jornada extensa de trabalho.

Mas havia dois convidados especiais: o tio Afonso ou tio Fonso, como dizíamos em nossa infância e a prima Ivone; vieram de Montenegro, e salvo os anfitriões que cedo preparavam mais uma jornada da festa, foram os primeiros a chegar. Foram duas presenças importantes e não foi sem razão que os convidamos para compartir conosco momentos tão especiais.

O tio Fonso é o único dos sete filhos (Afonso Oscar, Lotário, Arlindo, Paulino, Nilo, Otacílio e Afonso) e duas filhas (Marcolina e Rosinha) de João Guilherme e Suzana Werner Chassot ainda vivo. Tem 85 anos é agricultor e encantou a muitos por algumas horas com relatos detalhados só possíveis por quem tem uma memória privilegiada. É padrinho do Paulo, que estava muito feliz em recebê-lo no seu paraíso. Além de mostrar ao visitante os viveiros e estufas de sua propriedade, percorreu, com um xaçô-móvel, diferentes locais. No DVD está editada parte das preciosas entrevistas, que de maneira muito informal, o tio Fonso deu ao responder perguntas dos filhos e netos do homenageado. Não se traz detalhes aqui, mas talvez valesse atentar para alguns pontos: i) a presença de um ancestral suíço (avô do pai e do tio Fonso) que falava francês; o tio Fonso usou várias expressões nessa língua, que evocava ainda contatos com esse ancestral, que teria uma passagem por Portugal. Resta-nos procurar uma explicação para a germanização sofrida aqui no Brasil. ii) a decisão de AOC em deixar a propriedade rural no Faxinal, pois via como inviável tantos herdeiros tirar seu sustento como agricultores na pouco extensa porção de terra que o pai trabalhava com filhos e filhas. A opção então de escolher ser marceneiro e ir a Hamburgo Velho para aprender o ofício na fábrica de órgãos Bohn. É nesta localidade, que o jovem colono se aproxima de militantes do movimento integralista – os boinas-verdes, que no Brasil tinha a liderança de Plínio Salgado; o movimento era muito presente na colônia alemão com a militância do Partido de Representação Popular. iii) o envolvimento do tio Fonso no arranjo do casamento de AOC com Maria Clara Volkweis, quando um e outra já era trintões. Essa aproximação foi feita pelo Tio Júlio, que era irmão do pai de AOC. A ida a Santa Terezinha para um baile, já com combinações prévias, quando ocorreu já o ‘contratado casamento’ e depois a ida de toda a família Chassot desde o Faxinal até Santa Terezinha, em caminhão no qual fora colocado bancos para o casamento em 20 de setembro de 1938. Muitas outras importantes evocações foram trazidas pelo tio Fonso que podem ser acompanhadas na entrevista.

A presença da Ivone teve razões afetivas especiais para se fazer presente, às quais se aditam a gentileza que teve em trazer e levar o tio Fonso. A Ivone, junto com sua irmã Terezinha, morou em nossa casa, na década de 50, então na rua Flores da Cunha, 118. As filhas do tio Inácio (irmão da mãe) e da tia Emília eram internas no Colégio São José, onde também estudávamos. As freiras decidem fechar o internato e então as duas sobrinhas vêm morar com a tia Maria por mais de três anos. O pagamento da pensão era feito em gêneros alimentícios que o tio Inácio – que era dentista – trazia de sua propriedade no interior de Triunfo. Assim a Ivone trouxe muitas reminiscências daqueles tempos que moravam conosco. Lembrou fatos anteriores, de quando foi a Jacui, visitar a mãe pelo nascimento dos gêmeos (Tile e Paulo) o Attico, nos seus cinco anos já subia no banco para lenha, que havia ao lado do fogão, para fazer discursos. Talvez por isso nesta festa ele gostasse tanto do microfone.

As atividades da manhã se iniciaram no desfrute das lindas áreas que circunda a mansão do Lami. Havia um lindo fogo de chão que agregava o grupo que tomava chimarrão, se deliciava com frutas (às diferentes variedades providenciadas pela organização da festa o Emar adicionou gostosos pomelos que trouxe de Holambra) e contava histórias.

O almoço foi uma saborosa feijoada muito completa. Mais uma vez os vinhos trazidos pelo Otelo foram gostosamente degustados.À tarde, junto ao telão houve mais uma vez uma espontânea celebração da história familiar, onde num momento a Bárbara com distinguida capacidade fez avocações de falas da Vó Maria. Um momento emocionante foi a recitação da oração ao santo anjo da guarda, liderada pelo Pedro Afonso. Assistimos uma vez mais a mensagem da Guga. No telão já rolavam as fotos da noite de anterior e aquelas que haviam sido produzidas no sábado.

A entrega dos ‘oscar’ aos participantes foi um momento destacado. Essa premiação foi conseqüência dos diferentes envolvimentos com a festa. O ‘oscar’ foi uma camiseta da festa criadas pelo designer Fábio recebida por cada uma e cada um dos presentes. A entrega das camisetas foi celebradas com brindes feito com espumantes, tornando o momento realmente prenhe de muita emoção.

De posse das camisetas: da Maria Clara ao tio Fonso posamos para a histórica foto oficial da festa. Ali estamos 34 pessoas, ou 35 pois é visível a ‘presença’ do João Artur afagado pelo seu pai, no ventre de sua mãe. Nesta foto, por razões já antes mencionadas, deixa de aparecer a Carla, o que lamentamos.

A Tile recebeu então, em solenidade especial, o troféu de super-irmã (gêmea) representado por uma plaina que fora muito usada pelo pai.

Mesmo tendo havido almoço farto e até hora avançada, a tarde teve um apetitoso serviço de chá e café, acompanhado das mais diversas guloseimas. Entre essas há que fazer menção muito especial a duas: doce de coco, sobremesa preferida do pai e enrolado de amendoim em massa folhada, especialidade que a mãe fazia e chamava de ‘bucht’ (em alemão essa palavra significa baia ou enseada, sem que tenhamos uma explicação para a denominação usada). A produção dos ‘bucht’ foi sugestão da Lyzane, que realizou saboroso ensaio dos mesmos, em dias anteriores a festa, oferecendo apetitosas provas, com pedidos de sugestões para aperfeiçoamento da receita que resgatava.

Depois das 17h despedimos o tio Fonso e a Ivone, que foram acompanhados até Porto Alegre pela Gelsa e Maria Antônia. Pelas 19h mais uma van levou os mais cansados, sendo houve aqueles – entre esses a Maria Clara que como seus pais tem o gen de festeira e de estradeira – que avançaram na noite, recebendo um gostoso bis da feijoada. Já era quase 23h quando a festa se encerrava, com acenos para o terceiro dia.


O domingo:
O último dia teve chuvarada e ventos na madrugada, mas amanheceu com sol, prognosticando mais momentos maravilhosos no Lami. Era o nosso terceiro dia de festa.

Antes da festa, e mesmo ainda no sábado, houve quem questionasse a extensão do evento, ponderando pela inconveniência de um terceiro dia. No decorrer do domingo parece que nos convencemos do acerto dos três momentos. A inspiração que tivemos nos kerbs de nossos antepassados germânicos mostra o quanto eles eram sábios. O domingo para nós foi o dia mais significativo que se ‘encontros’. As vans já chegavam em clima de festa, pois as tortuosas viagens ao Lami, onde ocorreram alguns desvios de rota, já eram aperitivos das comemorações.

No domingo tivemos de novo a presença da Carla. Os dois convidados (Ivone e tio Fonso) não estava mais conosco. Tivemos a presença do Marcos Pizzatto, primo dos Campani Chassot.

De novo um fogo de chão com chimarrão, frutas e muito contar histórias abriu a manhã. Também se verificou algo diferente momentos anteriores. Formavam-se duplas ou trios que ficam tempos enlevados e a agradável conversação. Isso era algo bonito. Também a geração dos bisnetos à qual juntou-se a Júlia que parece desse grupo etário, se deleitou em brincadeiras, aproveitado o lindo gramado onde faziam trilhas com skate.

Se no sábado o cardápio principal foi uma feijoada ainda recordada, o domingo não foi diferente. O Paulo, cercado de muitos palpiteiros, fez – na opinião ouvida de muitos – dos melhores churrasco de ovelha regado a vinho mendoncino. Não se descreve mais dele aqui para poupar a salivação evocativa. Mas realmente estava excelente. Nesta refeição vinhos cardosinos que estavam nos ‘aperitivos’ da manhã foram substituídos por chope, balizado pelo super KiKi, que foram oportunos no regar paladares, mesmos os mais exigentes. Uma gostosa variedade de sobremesas foi o completo ao almoço.

Ainda na tarde houve uma comemoração dos 7 anos da Maria Antônia que ocorre em 15 de julho. Os presentes se reuniram em torno dela para cantar parabéns e aplaudi-la soprando sete velinhas. Houve cena de muito suspense quando ela elegeu, entre mais de trinta presentes, quem ganharia a primeira fatia. A eleita foi, merecidamente, a tia Clarinha.

Ainda nessa tarde de domingo, em mais uma celebração no telão, houve algumas premiações. AIC ganhou uma plaina com o título de o mentor da festa 100tenaria. A Tile deu para os irmãos peças de roupas usadas pelo pai, guardadas quase como relíquias. O Fabio e Christian receberam o destaque como os netos que mais se envolveram nos processos de criação e execução da festa.

Entregou-se então a cada família um CD onde constam as fotos históricas da trajetória de AOC, com reprodução de documentos como a certidão de alistamento militar, carteira de identidade e certidão de casamento. Esse artefato cultural está em uma artística embalagem, produzida pelo Fábio e pelo Daniel que passará a conter o DVD que está sendo produzido pelo André, com material recolhido nos três dias.

Ainda na tarde de domingo alguns assistiram ao final da copa do mundo. A partida entre França e Itália, foi vencida nos pênaltis pela Itália com a intrépida (e quase solitária) torcida do Pedro Afonso, que foi carregado em triunfo pelos torcedores da França.

Após o término da Copa, independente de resultado rolou um animado baile, com música de shows da hit parade, que rolavam no telão. Essa bailanta teve o comando do Emar, que segundos entendidos deve encarnar o espírito do Barachnikov. Não é reencarnação, pois o dançarino russo, ao que me consta ainda é vivo (nasceu em 1948).

Quanto começava a escurecer se iniciaram as despedidas com sonhos para bisarmos uma festa parecida, no centenárip da Vó Maria em 2009 e também a promessa de continuarmos trocando mensagens para fazer aumentar a saudade por uma nova festa.


11 de julho:
Na exata data o centenário, na noite de terça-feira o Christian e AIC se reuniram para assuntos administrativos e aproveitaram para uma celebração simbólica, com espumante.
Foi verificado então a contabilidade da festa, já comunicada na mesma data a todos. Um excerto daquela mensagem diz:

A estada do Christian aqui foi para acertarmos os últimos ajustes financeiros da festa. Vocês merecem uma prestação de conta. Só não vamos detalhar o custou cada pãozinho, pinhão, amendoim.....
O valor total de toda a festa foi de 20 mil reais. Extrapolou em 2 mil reais nosso orçamento inicial com despesas que não prevíramos como segurança e outras.
O item mais caro foram os três toldos + iluminação: 3.700,00; depois a feijoada + sobremesa para 40 pessoas. Outros itens mais elevados foram vans, telão e segurança. Foram gratificados o pessoal de infra-estrutura (cozinha) e também os produtores culturais. Também procuramos indenizar os custos de combustível, eletricidade e telefone daqueles que nos receberam.
Temos que pensar que tivemos comida e bebida farta três dias. Isso significa que cada um dos cinco filhos entrou com 4 mil reais; estamos excluindo as duas famílias que deixaram de atender, por diferentes razões, o convite.
Ou seja, a festa custou 500 reais por pessoa por três dias incluindo dos CDs à camiseta, passando por seis refeições por pessoa e todos os outros gastos.
Quem pagou isso? Os aluguéis da JP 1884, Montenegro, desde a prestação de conta que fora feira em agosto de 2002. É importante recordar que dos aluguéis têm sido subtraído taxas de manutenção da casa e outras despesas.
Faltará um pouco em relação ao que tínhamos em caixa, mas de outubro em diante, todo o dinheiro que entrar de aluguel, já será para a festa do 100tenário da Mãe.

É evidente que uma super-produção como esta envolveu uma colaboração de muitos. Assim por último, e não menos importante é o nosso agradecimento a todos os trabalhadores e trabalhadores que nos ajudaram. Na domingueira do dia 9, esse agradecimento foi personalizado da dedicação da tia Cota. Aqui ele ratificado.


a seguir registro alguns depoimentos:

From: "Lyzane Chassot" <lyzanecc@hotmail.com>
Subject: Re: Um texto para olhar e devolver
Sent: Thursday, July 20, 2006 4:47 PM
Subject: pensamentos...
"Outro dia eu estava imaginando uma cena comovente: seu Oscar, dona Maria e seus filhos que agora estão junto a eles, tomando chimarrão, num jardim cheio de flores, embaixo de uma frondosa árvore. Comentavam felizes, as homenagens feitas com carinho pelos seus filhos, netos e bisnetos e orgulhavam-se desta família que eles construíram, através dos ensinamentos e exemplos que nos deixaram. No desprendimento da Ivone e do tio Fonso, por participarem do evento, enriquecendo ainda mais com estórias de um passado, que, tenho certeza de que quem conviveu com eles, nunca esquecerão."

From: PrimaFruta
Subject: Re: Um texto para olhar e devolver
Pessoal: Gostei do relato. Apenas duas observações:
* Poderia ser incluído o importante papel do Tio Júlio na aproximação do Pai e da Mãe muito bem relatado pelo tio Fonso;
* Acho que o dancing que rolou no Domingo não deveria ser esquecido, pois na minha opinião foi um dos pontos altos.
Um ótimo Domingo a todos, Emar

From: Tile
Sent: Sunday, July 16, 2006 11:37 PM
Atico, de nossa parte (Tile e Otelo) só temos a retificar que no sábado não houve serviço de suco de uva alcoólico, pois foi dia de feijoada e chope. O relato está perfeito. Mas alem do relato, as emoções que rolaram foram muito saborosas e marcantes. E estas foram muitas.
Esta semana que passou foi de muitas e boas recordações do kerb.
Tudo estava ótimo, inclusive a aula do Prof. Paulo sobre as artes de churrasquear picanha de ovelha regada à Vino Mendocino. Porém quero fazer uma especial homenagem à capacidade de promoção de eventos do meu afilhado Kiki.
Igual, só a dedicação da Lyzane em ir à nova Petrópolis na procura dos melhores kitutes germânicos.
Parabéns a todos os envolvidos (de qualquer gênero). Um abraço e reconhecimento muito especial ao Magnífico Mentor da idéia, nosso grande amigo do IAPAR, Prof. Atico, ou como parece preferir, AIC.
Não poderia deixar de citar as artes do Barachnikov que existe dentro do meu querido cunhado Emar, e que extravasaram na tarde do Domingo dançante.
Mas o que mais me marcou, foram ver todas aquelas lindas e arteiras crianças, nossa terceira geração.
Abraços a todos e até nossa próxima, e que seja muito próxima festa, com qualquer número de dias. Tile e Otélo


Juergen e Mônica Maar FlorianópolisSC no £eia £ivro Gostamos muito do que escreveste em homenagem aos cem anos de teu pai. E tens razão, os grandes homens não são obrigatoriamente aqueles que constam dos manuais escolares, ou das enciclopédias. Para muitos deles, foi fácil ser 'grande'. Voltaire dizia, na sua ironia cáustica, que Alberto Magno era grande porque todos os outros eram pequenos. Já pensei em como definir um grande homem, ou uma grande mulher : é difícil, talvez impossível, e concluí que o grande homem simplesmente é, não precisa ser definido.

Ele é pela integridade de caráter, pelo amor que tem pelos seus e pelos próximos, pela perseverança no seu caminho : por isso o conhecem os parentes, os vizinhos, os amigos, o pessoal do bairro. Este grande homem é e para ser não precisa dos 'outros' grandes homens como Galileu ou Newton. Já Galileu e Newton precisam dos grandes homens anônimos. Sou tentado a dizer os versos magníficos de Cruz e Sousa : "O ser que é ser transforma tudo em flores/E para ironizar as próprias dores/Canta por entre as águas do dilúvio".

Adriana / Geologia UNISINOS no £eia £ivro
Ciao, prof. Chassot! Hoje que é um dia especial para o senhor, me faço presente só por um momento, não querendo distraí-lo comigo. Li seu texto "Naquele tempo existia um homem..." e achei muito envolvente. O senhor pergunta-se "O quer faz uma pessoa ser extraordinária?" e parece ficar surpreso ao lembrar de quantas pessoas seu pai, um marceneiro, cativou durante a vida, mesmo nunca "tendo visto seu nome impresso em um livro ou jornal". A resposta para isso, ao meu ver, é que uma pessoa extraordinária é aquela que deixa um rastro de luz por onde passa, que sabe como ensinar sem o saber, que sabe entender sem dizer, que sabe olhar e realmente ver, que sabe falar com o coração. Essa é a pessoa mais extraordinária do mundo... é aquela que marca uma História. Que vive para sempre dentro de outras pessoas, que nos faz nos sentirmos bem 'convivendo' com sua alma, já há muito tempo partida. Prof. Chassot, saiba que para mim, o senhor é uma pessoa extraordinária, independente de ter seu nome impresso em um livro ou jornal. Eu gosto simplesmente do senhor. Beijos e uma ótima comemoração para todos os Chassots :)) Adriana

Adonis Fauth Juiz de Direito Santa Cruz do Sul na Família Chassot no Orkut
Pessoas Extraordinárias 04/07/2006 19:17 Belo e comovente texto, prof. Chassot. Lembra um pouco o que temos feito na Associação Valesana do Brasil, despertando nas famílias de descendentes dos imigrantes suíços - entro os quais os da Família Chassot - o conhecimento e o sentimento de quanto houve de extraordinário naquelas vidas de pessoas simples, de pequenos agricultores, pobres, que vieram em busca de vida melhor para seus descendentes, deixando parentes, amigos, a terra que os viu nascer, em busca de novos horizontes e de futuro melhor para seus filhos e netos. E a sua luta audaz e tenaz pela sobrevivência em meio natural hostil, em meio à política imigratória que os jogou e os abandonou em plena floresta virgem. Assim aconteceu com os Chassot quando chegaram em 10 de novembro de 1855 para iniciar a nova colônia de Santa Maria da Soledade. Assim aconteceu com centenas ou milhares de famílias de imigrantes. E, em meio a tantas agruras e vicissitudes, eles fizeram a suas vidas extraordinárias. A nós cabe o dever de recuperá-las para a História, de não deixá-las cair no esquecimento, porque em momento algum é lembrada senão a "história oficial". Por isso, lendo esse texto, professor Chassot, me emocionei pela vida simples e extraordinária do marceneiro Chassot, como me emociono a cada dia ao conhecer a história também extraordinária de nossos avós. Também porque vejo no senhor um "cúmplice" na recuperação dessas histórias de vida para o futuro e para nossos descendentes. Um abraço comovido. Adonis Fauth

Wilma Pafiadache no Orkut na Comunidade Attico Chassot 13/07/2006 15:19
Attico: Sempre estive ligada à tua família pois cada um dos meus irmãos foi colega de escola de um dos teus, por vários anos! Agora lendo sobre as comemorações do Centenário de Nascimento do teu pai, fiquei emocionada! Foi realmente um homem excepcional que legou ao mundo gente extraordinária, seus filhos. Parabéns!!!

Carlos Alberto Torres Gianotti Diretor da Editora {ENTRE}Mentes no £eia £ivro
Aí está um belo texto do Chassot. Gostei mesmo.

JA Salles (desconhecido) no £eia £ivro
Idéia muito emocionante. Lembrei-me de meu avô lendo esse texto. Ele também foi marceneiro com o senhor Chassot. Em 2008 será seu centenário. Inspirado nesse texto, vou propor a outros netos dele fazermos algo perecido. Sucessos nessa empreitada de contar histórias.

Cristiana Passinato no £eia £ivro
crispassinato@terra.com.br

Já não se faz pouco tempo... Já não somos há pouco tempo... Estou ainda me sentindo mto menor do que sinto que atribuí a mim o grau de amiga, pois sou uma pessoa que não posso nem de perto chegar ao nível de conhecimento e nada teria a trocar com o mestre que aqui escreveu esse lindo texto. Mas com doçura, não só me trata tal qual uma amiga de verdade, como não se esquece dos fatos que nos trouxeram proximidade tanto fisicas quanto à distância. É com honra que o fiz patrono de minha turma, o trouxe ao Rio para uma das semanas de química da UERJ e, hoje, tenho o prazer de recebê-lo em meu orkut e muito humildemente recebo de sua generosa pessoa a indicação para links que levam para sudáveis e lindas leituras como as desse texto primoroso. Professor, já tb não é de hj, que as famílias não têm história, parâmetros e verdadeiras lideranças dentro delas. Já não é de hj que esses valores estão desgastados e invertidos e a relação de hierarquia e respeito não se guardam, por isso acho de grande valia a contribuíção pelo senhor dada ao portal Leia Livro, pois é uma leitura que nos remete aos valores que já se perderam pelo tempo, e que hoje se dizem piegas, porém quando se trata de pessoas e personalidades que nada nos dizem e a nós estão distantes se atribuem valores de dimensão tão maior do que mesmo dentro de nossas casas que se urge pela postura que seu texto contextualiza. Necessita-se de alguém que trate desse assunto dessa forma natural e delicada, sem rótulos ou ofensas às diversas classes e idades, para que se venham a discutir essas necessidades de se eleger alguém ou vários líderes que façam história em cada família. Não é necessário brasão, título e nem posses, mas valores e ensinamentos para elegê-los e para frente colocar a mensagem que eles nos trouxeram. Um forte abraço carinhoso, de sua amiga e pq não aluna de longe, daqui da cidade Maravilhosa! Cris Passinato

 

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