| |
Uma resenha da festa do 100tenário do pai em 2006
Memórias
de um 100tenário de uma pessoa extraordinária
Affonso Oscar Chassot
1906 // 11 JUNHO //2006 |
Como abertura Esse
é um texto que entre os romanos levaria a sigla
APRM – Ad Perpetuam Rei Memória –.
Ou ‘Para a perpétua memória das coisas’.
Ele quer fazer um relato dos três dias que marcaram
as comemorações do 100tenário de
Afonso Oscar Chassot, já anunciado em outro documento,
também presente neste DVD. A autoria deste relato
é coletiva, pois ele circulou entre os participantes
para que se fizesse acréscimos, supressões,
emendas, retificações e ratificações.
O tríduo festivo de 7, 8 e 9 de julho de 2006 já
era acalentado há pelo menos um ano. Os estímulos
foram feitos através de correio eletrônico,
na lista dos familiares dos sete filhos, descendentes
de AOC e por um blog criado pelo Fábio. A data
escolhida fora o fim de semana mais próximo a 11
de julho – data do natalício do homenageado.
Coincidiu que esses dias de julho eram também de
recordação dos 19 anos do falecimento (dia
8) e sepultamento (dia 9) de AOC. Isso está particularmente
evocado no texto “Naquele tempo existia um homem.
Ele existiu e existe, pois narramos sua história.”
que está em www.leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=9854.
Esse texto está no orkut na comunidade da família
chassot e também na comunidade attico chassot.
Excertos deste texto foram publicados pelos jornais NH
de Novo Hamburgo, em 8 de julho e Ibiá
de Montenegro, em 11 de julho. Em anexo há algumas
repercussões destas publicações.
Nos dias que antecederam ao evento, entre as muitas preocupações,
havia uma que comandou nossas expectativas. Todos nos
tornamos crentes das previsões meteorológicas.
Como elas eram desencontradas, escolhíamos aquelas
que nos interessavam. E fizemos as melhores escolhas.
Os três dias foram maravilhosos também quanto
ao tempo: houve primavera em julho no Lami. Nunca no Rio
Grande antes houvera um inverno tão atípico.
Cedo isso mudou. A sexta-feira, o sábado e o domingo,
que sucedeu a nossa festa, foram com chuvas – muito
necessárias – e mais frio, como deve ser
o inverno. O sol que marcou o nosso encontro, então,
foi substituído por dias nublados.
As presenças na festa foi assim descrita na mensagem
domingueira de 9 de julho, terceiro dia do tríduo:
Eu ainda estou trajando a camiseta
que tanta alegria nos trouxe. Não consigo fazer
destaques da festa, mas todos temos agradecimentos aos
que prestigiaram nosso amorável estar juntos. Assim
todos vibramos com as presenças da Tile e Otelo;
do Cássio, da Ângela e do João Artur;
do Daniel e da Pollyana; do Fabio e da Poliana; da Bárbara
e do insuperável Pedro, o número 10 dos
curitibanos. Os anfitriões Paulo, Lyzane, Emerson,
Christian, Rosane e também a nossa virtual Guga.
A caravana de Holambra liderada pelo Emar com suas três
mulheres Tize, Lívia e Júlia. A corajosa
Clarinha, e é claro ao Bernardo, Carla e Maria
Antônia; André e Tatiana; Ana Lúcia,
Eduardo e Guilherme; Clarissa, Carlos e Maria Clara que
com a Gelsa e comigo formam o meu queridíssimo
clã meu. {AIC}
A noite de sexta-feira: Quando
aqueles que compunham os viajores da van numero 2, chegamos
ao memorável cenário da festa, tivemos uma
surpresa. A festa se anunciava como a de um clube do Bolinha.
Só havia homens. As mulheres foram todas raptadas
pela Globo, que encerrava Belíssima
e lá estavam capturada todas as nossas belíssimas.
Vencido o longo último capítulo, começou
uma linda confraternização. Na primeira
noite lamentamos a as ausências do André
e da Tatiana, por motivo de trabalho. Clarinha, por motivos
de saúde na família também se fez
uma falta muito sentida.
Lamentamos muito a ausência da Patrícia,
que tinha presença assegurada até a semana
do evento como a muito querida representante do clã
do José Maria, mas que por razões que entendemos,
não pode vir. Muito sentida foi a não representação
de nenhuma das três filhas e do filho do Sirne.
Nesses dias o José Maria e o Sirne estiveram muito
em nossas emoções, junto com o homenageado
e a vó Maria, mesmo que nenhum dos seus desdentes
pudesse prestigiar a nossa comemoração.
Agendem-se, pois dentro de três anos, queremos ter
vocês no centenário da vó Maria.
A abertura formal da primeira noite teve uma liturgia
proposta com muita oportunidade pelo Daniel, que fez um
muito competente chamamento à fraternidade como
uma exigência desses tempos de tanto individualismo
que vivemos. No telão víamos imagens que
nos convidavam a pensar nas palavras do Daniel. Uma surpresa,
particularmente para o Paulo e Lyzane, foi a projeção
de vídeo, onde a Guga, desde o Havaí, se
faz virtualmente presente nas comemorações.
Havia ainda baner e faixa que nos lembravam muito o homenageado
do tríduo, acompanhado sempre da esposa que lhe
foi companheira por quase meio século. E nessas
recordações de saudade também o Sirne
e José Maria afloravam forte, pois eles eram sempre
sorridentes nas fotos.
A noite teve a marca de reencontros e inclusive de conhecimentos.
Assim a Maria Clara não era conhecida pelos de
Holambra e de Curitiba. Sou suspeito, mas eles a acharam
merecedora do título da novela que se encerrava.
Também o Guilherme só havia sido visto por
uma das tribos antes mencionadas, quando tinha três
semanas. Agora o viam nos seus 15 meses brincando, de
uma maneira muito querida, com o Pedro Afonso e com a
Júlia. Era também o primeiro contato da
Ângela, ao vivo, mostrando-nos a promessa que se
faz para o natal do João Artur.
A noite foi regada por bons vinhos trazido pelo Otelo
e muitos outros quitutes selecionados pela Lyzane. Havia
muita alegria entre todos e a festa não se esgotava,
pois mesmo que o sábado já se avizinhava,
sabíamos que era preciso descansar, para logo mais
voltar ao Lami. Mesmo que alguns mais festeiros quisessem
esticar a noite.
O sábado: O
segundo dia começou radioso. Não parecia
inverno. Já pela 9h as duas vans começavam
a coleta de romeiros rumo ao Lami. Havia alterações
nas presenças. Tínhamos agora a Clarinha,
o André e a Tatiana, mas não tínhamos
a conosco da Carla, que precisava cumprir uma jornada
extensa de trabalho.
Mas havia dois convidados especiais: o tio Afonso ou tio
Fonso, como dizíamos em nossa infância
e a prima Ivone; vieram de Montenegro, e salvo os anfitriões
que cedo preparavam mais uma jornada da festa, foram os
primeiros a chegar. Foram duas presenças importantes
e não foi sem razão que os convidamos para
compartir conosco momentos tão especiais.
O tio Fonso é o único dos sete
filhos (Afonso Oscar, Lotário, Arlindo, Paulino,
Nilo, Otacílio e Afonso) e duas filhas (Marcolina
e Rosinha) de João Guilherme e Suzana Werner Chassot
ainda vivo. Tem 85 anos é agricultor e encantou
a muitos por algumas horas com relatos detalhados só
possíveis por quem tem uma memória privilegiada.
É padrinho do Paulo, que estava muito feliz em
recebê-lo no seu paraíso. Além de
mostrar ao visitante os viveiros e estufas de sua propriedade,
percorreu, com um xaçô-móvel, diferentes
locais. No DVD está editada parte das preciosas
entrevistas, que de maneira muito informal, o tio Fonso
deu ao responder perguntas dos filhos e netos do homenageado.
Não se traz detalhes aqui, mas talvez valesse atentar
para alguns pontos: i) a presença de um
ancestral suíço (avô do pai e do tio
Fonso) que falava francês; o tio Fonso
usou várias expressões nessa língua,
que evocava ainda contatos com esse ancestral, que teria
uma passagem por Portugal. Resta-nos procurar uma explicação
para a germanização sofrida aqui no Brasil.
ii) a decisão de AOC em deixar a propriedade
rural no Faxinal, pois via como inviável tantos
herdeiros tirar seu sustento como agricultores na pouco
extensa porção de terra que o pai trabalhava
com filhos e filhas. A opção então
de escolher ser marceneiro e ir a Hamburgo Velho para
aprender o ofício na fábrica de órgãos
Bohn. É nesta localidade, que o jovem colono se
aproxima de militantes do movimento integralista –
os boinas-verdes, que no Brasil tinha a liderança
de Plínio Salgado; o movimento era muito presente
na colônia alemão com a militância
do Partido de Representação Popular. iii)
o envolvimento do tio Fonso no arranjo do casamento
de AOC com Maria Clara Volkweis, quando um e outra já
era trintões. Essa aproximação foi
feita pelo Tio Júlio, que era irmão do pai
de AOC. A ida a Santa Terezinha para um baile, já
com combinações prévias, quando ocorreu
já o ‘contratado casamento’ e depois
a ida de toda a família Chassot desde o Faxinal
até Santa Terezinha, em caminhão no qual
fora colocado bancos para o casamento em 20 de setembro
de 1938. Muitas outras importantes evocações
foram trazidas pelo tio Fonso que podem ser acompanhadas
na entrevista.
A presença da Ivone teve razões afetivas
especiais para se fazer presente, às quais se aditam
a gentileza que teve em trazer e levar o tio Fonso.
A Ivone, junto com sua irmã Terezinha, morou em
nossa casa, na década de 50, então na rua
Flores da Cunha, 118. As filhas do tio Inácio (irmão
da mãe) e da tia Emília eram internas no
Colégio São José, onde também
estudávamos. As freiras decidem fechar o internato
e então as duas sobrinhas vêm morar com a
tia Maria por mais de três anos. O pagamento da
pensão era feito em gêneros alimentícios
que o tio Inácio – que era dentista –
trazia de sua propriedade no interior de Triunfo. Assim
a Ivone trouxe muitas reminiscências daqueles tempos
que moravam conosco. Lembrou fatos anteriores, de quando
foi a Jacui, visitar a mãe pelo nascimento dos
gêmeos (Tile e Paulo) o Attico, nos seus cinco anos
já subia no banco para lenha, que havia ao lado
do fogão, para fazer discursos. Talvez por isso
nesta festa ele gostasse tanto do microfone.
As atividades da manhã se iniciaram no desfrute
das lindas áreas que circunda a mansão do
Lami. Havia um lindo fogo de chão que agregava
o grupo que tomava chimarrão, se deliciava com
frutas (às diferentes variedades providenciadas
pela organização da festa o Emar adicionou
gostosos pomelos que trouxe de Holambra) e contava histórias.
O almoço foi uma saborosa feijoada muito completa.
Mais uma vez os vinhos trazidos pelo Otelo foram gostosamente
degustados.À tarde, junto ao telão houve
mais uma vez uma espontânea celebração
da história familiar, onde num momento a Bárbara
com distinguida capacidade fez avocações
de falas da Vó Maria. Um momento emocionante foi
a recitação da oração ao santo
anjo da guarda, liderada pelo Pedro Afonso. Assistimos
uma vez mais a mensagem da Guga. No telão já
rolavam as fotos da noite de anterior e aquelas que haviam
sido produzidas no sábado.
A entrega dos ‘oscar’ aos participantes foi
um momento destacado. Essa premiação foi
conseqüência dos diferentes envolvimentos com
a festa. O ‘oscar’ foi uma camiseta da festa
criadas pelo designer Fábio recebida por cada uma
e cada um dos presentes. A entrega das camisetas foi celebradas
com brindes feito com espumantes, tornando o momento realmente
prenhe de muita emoção.
De posse das camisetas: da Maria Clara ao tio
Fonso posamos para a histórica foto oficial
da festa. Ali estamos 34 pessoas, ou 35 pois é
visível a ‘presença’ do João
Artur afagado pelo seu pai, no ventre de sua mãe.
Nesta foto, por razões já antes mencionadas,
deixa de aparecer a Carla, o que lamentamos.
A Tile recebeu então, em solenidade especial, o
troféu de super-irmã (gêmea)
representado por uma plaina que fora muito usada pelo
pai.
Mesmo tendo havido almoço farto e até hora
avançada, a tarde teve um apetitoso serviço
de chá e café, acompanhado das mais diversas
guloseimas. Entre essas há que fazer menção
muito especial a duas: doce de coco, sobremesa preferida
do pai e enrolado de amendoim em massa folhada, especialidade
que a mãe fazia e chamava de ‘bucht’
(em alemão essa palavra significa baia ou enseada,
sem que tenhamos uma explicação para a denominação
usada). A produção dos ‘bucht’
foi sugestão da Lyzane, que realizou saboroso ensaio
dos mesmos, em dias anteriores a festa, oferecendo apetitosas
provas, com pedidos de sugestões para aperfeiçoamento
da receita que resgatava.
Depois das 17h despedimos o tio Fonso e a Ivone,
que foram acompanhados até Porto Alegre pela Gelsa
e Maria Antônia. Pelas 19h mais uma van
levou os mais cansados, sendo houve aqueles – entre
esses a Maria Clara que como seus pais tem o gen de festeira
e de estradeira – que avançaram na noite,
recebendo um gostoso bis da feijoada. Já era quase
23h quando a festa se encerrava, com acenos para o terceiro
dia.
O domingo: O
último dia teve chuvarada e ventos na madrugada,
mas amanheceu com sol, prognosticando mais momentos maravilhosos
no Lami. Era o nosso terceiro dia de festa.
Antes da festa, e mesmo ainda no sábado, houve
quem questionasse a extensão do evento, ponderando
pela inconveniência de um terceiro dia. No decorrer
do domingo parece que nos convencemos do acerto dos três
momentos. A inspiração que tivemos nos kerbs
de nossos antepassados germânicos mostra o quanto
eles eram sábios. O domingo para nós foi
o dia mais significativo que se ‘encontros’.
As vans já chegavam em clima de festa, pois as
tortuosas viagens ao Lami, onde ocorreram alguns desvios
de rota, já eram aperitivos das comemorações.
No domingo tivemos de novo a presença da Carla.
Os dois convidados (Ivone e tio Fonso) não
estava mais conosco. Tivemos a presença do Marcos
Pizzatto, primo dos Campani Chassot.
De novo um fogo de chão com chimarrão, frutas
e muito contar histórias abriu a manhã.
Também se verificou algo diferente momentos anteriores.
Formavam-se duplas ou trios que ficam tempos enlevados
e a agradável conversação. Isso era
algo bonito. Também a geração dos
bisnetos à qual juntou-se a Júlia que parece
desse grupo etário, se deleitou em brincadeiras,
aproveitado o lindo gramado onde faziam trilhas com skate.
Se no sábado o cardápio principal foi uma
feijoada ainda recordada, o domingo não foi diferente.
O Paulo, cercado de muitos palpiteiros, fez – na
opinião ouvida de muitos – dos melhores churrasco
de ovelha regado a vinho mendoncino. Não se descreve
mais dele aqui para poupar a salivação evocativa.
Mas realmente estava excelente. Nesta refeição
vinhos cardosinos que estavam nos ‘aperitivos’
da manhã foram substituídos por chope, balizado
pelo super KiKi, que foram oportunos no regar paladares,
mesmos os mais exigentes. Uma gostosa variedade de sobremesas
foi o completo ao almoço.
Ainda na tarde houve uma comemoração dos
7 anos da Maria Antônia que ocorre em 15 de julho.
Os presentes se reuniram em torno dela para cantar parabéns
e aplaudi-la soprando sete velinhas. Houve cena de muito
suspense quando ela elegeu, entre mais de trinta presentes,
quem ganharia a primeira fatia. A eleita foi, merecidamente,
a tia Clarinha.
Ainda nessa tarde de domingo, em mais uma celebração
no telão, houve algumas premiações.
AIC ganhou uma plaina com o título de o mentor
da festa 100tenaria. A Tile deu para os irmãos
peças de roupas usadas pelo pai, guardadas quase
como relíquias. O Fabio e Christian receberam o
destaque como os netos que mais se envolveram nos processos
de criação e execução da festa.
Entregou-se então a cada família um CD onde
constam as fotos históricas da trajetória
de AOC, com reprodução de documentos como
a certidão de alistamento militar, carteira de
identidade e certidão de casamento. Esse artefato
cultural está em uma artística embalagem,
produzida pelo Fábio e pelo Daniel que passará
a conter o DVD que está sendo produzido pelo André,
com material recolhido nos três dias.
Ainda na tarde de domingo alguns assistiram ao final da
copa do mundo. A partida entre França e Itália,
foi vencida nos pênaltis pela Itália com
a intrépida (e quase solitária) torcida
do Pedro Afonso, que foi carregado em triunfo pelos torcedores
da França.
Após o término da Copa, independente de
resultado rolou um animado baile, com música de
shows da hit parade, que rolavam no telão.
Essa bailanta teve o comando do Emar, que segundos entendidos
deve encarnar o espírito do Barachnikov. Não
é reencarnação, pois o dançarino
russo, ao que me consta ainda é vivo (nasceu em
1948).
Quanto começava a escurecer se iniciaram as despedidas
com sonhos para bisarmos uma festa parecida, no centenárip
da Vó Maria em 2009 e também a promessa
de continuarmos trocando mensagens para fazer aumentar
a saudade por uma nova festa.
11 de julho: Na
exata data o centenário, na noite de terça-feira
o Christian e AIC se reuniram para assuntos administrativos
e aproveitaram para uma celebração simbólica,
com espumante.
Foi verificado então a contabilidade da festa,
já comunicada na mesma data a todos. Um excerto
daquela mensagem diz:
A
estada do Christian aqui foi para acertarmos os
últimos ajustes financeiros da festa. Vocês
merecem uma prestação de conta. Só
não vamos detalhar o custou cada pãozinho,
pinhão, amendoim.....
O valor total de toda a festa foi de 20 mil reais.
Extrapolou em 2 mil reais nosso orçamento
inicial com despesas que não prevíramos
como segurança e outras.
O item mais caro foram os três toldos + iluminação:
3.700,00; depois a feijoada + sobremesa para 40
pessoas. Outros itens mais elevados foram vans,
telão e segurança. Foram gratificados
o pessoal de infra-estrutura (cozinha) e também
os produtores culturais. Também procuramos
indenizar os custos de combustível, eletricidade
e telefone daqueles que nos receberam.
Temos que pensar que tivemos comida e bebida farta
três dias. Isso significa que cada um dos
cinco filhos entrou com 4 mil reais; estamos excluindo
as duas famílias que deixaram de atender,
por diferentes razões, o convite.
Ou seja, a festa custou 500 reais por pessoa por
três dias incluindo dos CDs à camiseta,
passando por seis refeições por pessoa
e todos os outros gastos.
Quem pagou isso? Os aluguéis da JP 1884,
Montenegro, desde a prestação de conta
que fora feira em agosto de 2002. É importante
recordar que dos aluguéis têm sido
subtraído taxas de manutenção
da casa e outras despesas.
Faltará um pouco em relação
ao que tínhamos em caixa, mas de outubro
em diante, todo o dinheiro que entrar de aluguel,
já será para a festa do 100tenário
da Mãe. |
É evidente que uma super-produção
como esta envolveu uma colaboração de muitos.
Assim por último, e não menos importante
é o nosso agradecimento a todos os trabalhadores
e trabalhadores que nos ajudaram. Na domingueira do dia
9, esse agradecimento foi personalizado da dedicação
da tia Cota. Aqui ele ratificado.
a seguir registro alguns depoimentos:
From: "Lyzane
Chassot" <lyzanecc@hotmail.com>
Subject: Re: Um texto para olhar e devolver
Sent: Thursday, July 20, 2006 4:47 PM
Subject: pensamentos...
"Outro dia eu estava imaginando uma cena comovente:
seu Oscar, dona Maria e seus filhos que agora estão
junto a eles, tomando chimarrão, num jardim cheio
de flores, embaixo de uma frondosa árvore. Comentavam
felizes, as homenagens feitas com carinho pelos seus filhos,
netos e bisnetos e orgulhavam-se desta família
que eles construíram, através dos ensinamentos
e exemplos que nos deixaram. No desprendimento da Ivone
e do tio Fonso, por participarem do evento, enriquecendo
ainda mais com estórias de um passado, que, tenho
certeza de que quem conviveu com eles, nunca esquecerão."
From: PrimaFruta
Subject: Re: Um texto para olhar e devolver
Pessoal: Gostei do relato. Apenas duas observações:
* Poderia ser incluído o importante papel do Tio
Júlio na aproximação do Pai e da
Mãe muito bem relatado pelo tio Fonso;
* Acho que o dancing que rolou no Domingo não deveria
ser esquecido, pois na minha opinião foi um dos
pontos altos.
Um ótimo Domingo a todos, Emar
From: Tile
Sent: Sunday, July 16, 2006 11:37 PM
Atico, de nossa parte (Tile e Otelo) só temos a
retificar que no sábado não houve serviço
de suco de uva alcoólico, pois foi dia de feijoada
e chope. O relato está perfeito. Mas alem do relato,
as emoções que rolaram foram muito saborosas
e marcantes. E estas foram muitas.
Esta semana que passou foi de muitas e boas recordações
do kerb.
Tudo estava ótimo, inclusive a aula do Prof. Paulo
sobre as artes de churrasquear picanha de ovelha regada
à Vino Mendocino. Porém quero fazer uma
especial homenagem à capacidade de promoção
de eventos do meu afilhado Kiki.
Igual, só a dedicação da Lyzane em
ir à nova Petrópolis na procura dos melhores
kitutes germânicos.
Parabéns a todos os envolvidos (de qualquer gênero).
Um abraço e reconhecimento muito especial ao Magnífico
Mentor da idéia, nosso grande amigo do IAPAR, Prof.
Atico, ou como parece preferir, AIC.
Não poderia deixar de citar as artes do Barachnikov
que existe dentro do meu querido cunhado Emar, e que extravasaram
na tarde do Domingo dançante.
Mas o que mais me marcou, foram ver todas aquelas lindas
e arteiras crianças, nossa terceira geração.
Abraços a todos e até nossa próxima,
e que seja muito próxima festa, com qualquer número
de dias. Tile e Otélo
Juergen e
Mônica Maar FlorianópolisSC no £eia
£ivro Gostamos muito do que escreveste em homenagem
aos cem anos de teu pai. E tens razão, os grandes
homens não são obrigatoriamente aqueles
que constam dos manuais escolares, ou das enciclopédias.
Para muitos deles, foi fácil ser 'grande'. Voltaire
dizia, na sua ironia cáustica, que Alberto Magno
era grande porque todos os outros eram pequenos. Já
pensei em como definir um grande homem, ou uma grande
mulher : é difícil, talvez impossível,
e concluí que o grande homem simplesmente é,
não precisa ser definido.
Ele é pela integridade de caráter, pelo
amor que tem pelos seus e pelos próximos, pela
perseverança no seu caminho : por isso o conhecem
os parentes, os vizinhos, os amigos, o pessoal do bairro.
Este grande homem é e para ser não precisa
dos 'outros' grandes homens como Galileu ou Newton. Já
Galileu e Newton precisam dos grandes homens anônimos.
Sou tentado a dizer os versos magníficos de Cruz
e Sousa : "O ser que é ser transforma tudo
em flores/E para ironizar as próprias dores/Canta
por entre as águas do dilúvio".
Adriana / Geologia UNISINOS no £eia £ivro
Ciao, prof. Chassot! Hoje que é um dia especial
para o senhor, me faço presente só por um
momento, não querendo distraí-lo comigo.
Li seu texto "Naquele tempo existia um homem..."
e achei muito envolvente. O senhor pergunta-se "O
quer faz uma pessoa ser extraordinária?" e
parece ficar surpreso ao lembrar de quantas pessoas seu
pai, um marceneiro, cativou durante a vida, mesmo nunca
"tendo visto seu nome impresso em um livro ou jornal".
A resposta para isso, ao meu ver, é que uma pessoa
extraordinária é aquela que deixa um rastro
de luz por onde passa, que sabe como ensinar sem o saber,
que sabe entender sem dizer, que sabe olhar e realmente
ver, que sabe falar com o coração. Essa
é a pessoa mais extraordinária do mundo...
é aquela que marca uma História. Que vive
para sempre dentro de outras pessoas, que nos faz nos
sentirmos bem 'convivendo' com sua alma, já há
muito tempo partida. Prof. Chassot, saiba que para mim,
o senhor é uma pessoa extraordinária, independente
de ter seu nome impresso em um livro ou jornal. Eu gosto
simplesmente do senhor. Beijos e uma ótima comemoração
para todos os Chassots :)) Adriana
Adonis Fauth Juiz de Direito Santa Cruz do Sul na Família
Chassot no Orkut
Pessoas Extraordinárias 04/07/2006 19:17 Belo e
comovente texto, prof. Chassot. Lembra um pouco o que
temos feito na Associação Valesana do Brasil,
despertando nas famílias de descendentes dos imigrantes
suíços - entro os quais os da Família
Chassot - o conhecimento e o sentimento de quanto houve
de extraordinário naquelas vidas de pessoas simples,
de pequenos agricultores, pobres, que vieram em busca
de vida melhor para seus descendentes, deixando parentes,
amigos, a terra que os viu nascer, em busca de novos horizontes
e de futuro melhor para seus filhos e netos. E a sua luta
audaz e tenaz pela sobrevivência em meio natural
hostil, em meio à política imigratória
que os jogou e os abandonou em plena floresta virgem.
Assim aconteceu com os Chassot quando chegaram em 10 de
novembro de 1855 para iniciar a nova colônia de
Santa Maria da Soledade. Assim aconteceu com centenas
ou milhares de famílias de imigrantes. E, em meio
a tantas agruras e vicissitudes, eles fizeram a suas vidas
extraordinárias. A nós cabe o dever de recuperá-las
para a História, de não deixá-las
cair no esquecimento, porque em momento algum é
lembrada senão a "história oficial".
Por isso, lendo esse texto, professor Chassot, me emocionei
pela vida simples e extraordinária do marceneiro
Chassot, como me emociono a cada dia ao conhecer a história
também extraordinária de nossos avós.
Também porque vejo no senhor um "cúmplice"
na recuperação dessas histórias de
vida para o futuro e para nossos descendentes. Um abraço
comovido. Adonis Fauth
Wilma Pafiadache no Orkut na Comunidade Attico Chassot
13/07/2006 15:19
Attico: Sempre estive ligada à tua família
pois cada um dos meus irmãos foi colega de escola
de um dos teus, por vários anos! Agora lendo sobre
as comemorações do Centenário de
Nascimento do teu pai, fiquei emocionada! Foi realmente
um homem excepcional que legou ao mundo gente extraordinária,
seus filhos. Parabéns!!!
Carlos Alberto Torres Gianotti Diretor da Editora {ENTRE}Mentes
no £eia £ivro
Aí está um belo texto do Chassot. Gostei
mesmo.
JA Salles (desconhecido) no £eia £ivro
Idéia muito emocionante. Lembrei-me de meu avô
lendo esse texto. Ele também foi marceneiro com
o senhor Chassot. Em 2008 será seu centenário.
Inspirado nesse texto, vou propor a outros netos dele
fazermos algo perecido. Sucessos nessa empreitada de contar
histórias.
Cristiana Passinato no £eia £ivro
crispassinato@terra.com.br
Já
não se faz pouco tempo... Já não
somos há pouco tempo... Estou ainda me sentindo
mto menor do que sinto que atribuí a mim o grau
de amiga, pois sou uma pessoa que não posso nem
de perto chegar ao nível de conhecimento e nada
teria a trocar com o mestre que aqui escreveu esse lindo
texto. Mas com doçura, não só me
trata tal qual uma amiga de verdade, como não
se esquece dos fatos que nos trouxeram proximidade tanto
fisicas quanto à distância. É com
honra que o fiz patrono de minha turma, o trouxe ao
Rio para uma das semanas de química da UERJ e,
hoje, tenho o prazer de recebê-lo em meu orkut
e muito humildemente recebo de sua generosa pessoa a
indicação para links que levam para sudáveis
e lindas leituras como as desse texto primoroso. Professor,
já tb não é de hj, que as famílias
não têm história, parâmetros
e verdadeiras lideranças dentro delas. Já
não é de hj que esses valores estão
desgastados e invertidos e a relação de
hierarquia e respeito não se guardam, por isso
acho de grande valia a contribuíção
pelo senhor dada ao portal Leia Livro, pois é
uma leitura que nos remete aos valores que já
se perderam pelo tempo, e que hoje se dizem piegas,
porém quando se trata de pessoas e personalidades
que nada nos dizem e a nós estão distantes
se atribuem valores de dimensão tão maior
do que mesmo dentro de nossas casas que se urge pela
postura que seu texto contextualiza. Necessita-se de
alguém que trate desse assunto dessa forma natural
e delicada, sem rótulos ou ofensas às
diversas classes e idades, para que se venham a discutir
essas necessidades de se eleger alguém ou vários
líderes que façam história em cada
família. Não é necessário
brasão, título e nem posses, mas valores
e ensinamentos para elegê-los e para frente colocar
a mensagem que eles nos trouxeram. Um forte abraço
carinhoso, de sua amiga e pq não aluna de longe,
daqui da cidade Maravilhosa! Cris Passinato
|
|
|
© 2007 - 2008 - Attico Chassot - Direitos Reservados - Powered by:
 |